terça-feira, 4 de agosto de 2009

5 de Agosto de 2009

5 de Agosto de 2009 (12:52) – O café já está tomado e a chuva que desde ontem caía com força diminuiu de intensidade. Estou a ouvir o “Dou-lhe com a alma”, canção e álbum dos Da Weasel. Aguenta-se ao tempo, mas o estatuto actual deles torna estranha a audição. Neste álbum eles ainda cantam em inglês e eram menos imediatamente apelativos, isto é, mais próximos do underground, mais próximos dos cânones do hip-hop. Com o tempo afastaram-se de certas prisões, tornaram-se extremamente apelativos e a escrita melhorou muito, mas houve um certo funk e um certo jazz que me parece que se perdeu. A verdade é que, em cada momento, decidiram para onde queriam ir e lutaram para isso. Ontem, depois do pequeno-almoço e do café, dediquei-me à exploração pedestre da cidade e o que mais vi foram casa de comida de variado tipo, casa de carne – talhos –, agências imobiliárias, muitos Seven Eleven – loja de conveniência – e papelarias. Claro que havia papelarias, casas de mobiliário e de venda de bugigangas e um ou outro jardim a explorar futuramente. São ruas com muito movimento ladeados por prédios tendencialmente altos arrumados uns ao lado dos outros, impotentes na luta contra os elementos da natureza. Andei de um lado para o outro umas duas ou três horas e descobri mais uma casa onde vendiam música, mas a variedade era quase nula. Depois almocei e comecei a ver o “Shining” do Stanley Kubrick e com o Jack Nicholson. Boa realização, representação e escrita, com o contributo muito importante da música. É engraçado como o som é capaz de marcar um filme. Muitos dos sofríveis filmes de hoje em dia também têm música sofrível, o que faz sentido. Depois fui responder a um ou outro mail e dar uma vista de olhos pelas novidades dos sítios do costume antes de me dedicar ao jantar, ingerido ao ritmo do resto do “Shining”. Depois fui rever o que tinha escrito para o blogue e, depois de muitas voltas, lá consegui deixar tudo em dia e disponível. E assim terminou esse dia. O vento continua a assobiar com força aqui em cima. Lá em baixo, o que suponho ser um grupo cultural local, constituído por dragão, percussionista, porta-estandarte, ateador de panchões – explosivo que soa como uma série de bombas de Carnaval – e outros elementos sem funções específicas visíveis, já se deixaram de ouvir. Vou ver outro material meu que precisa de correcção.

6 comentários:

  1. Grande Carlos,

    Os Da Weasel já pertencem ao paleolítico da música portuguesa, depois do 3º Capítulo a coisa foi decaindo (em termos de cólidade, porque as vendas essas foram subindo proporcionalmente...).
    Para quando um post a dissecar os novos fenómenos da música portuguesa (Flor Caveira, Amor Fúria...), ou será que por aqui ainda não se ouviu falar de Samuel Úria, Pontos Negros, Os Quais, Smix Smox Smux, B Fachada, João Coração, Tiago Guillul e os enormes GOLPES...
    Aposto que destes, o Rollins não fala...

    ResponderExcluir
  2. Faltou no post anterior mandar aquele abraço para o autor, para a Paulinha e o seu respectivo.
    Felicidades!

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  4. Pois sim, em país de deserto gota de água é dilúvio...

    ResponderExcluir
  5. As minhas desculpas pelas 'voltas' em que anda o comentário sobre os Da Weasel. Só queria corrigir a ortografia, o que aparentemente não é possível. Muito obrigado. Abraço e beijos às senhoras.

    ResponderExcluir
  6. ESTA É A VERSÃO COM A ORTOGRAFIA CORRIGIDA DO POST REMOVIDO. Os Da Weasel já foram absorvidos. Quanto a alguns dos nomes que referes, tenho-os ou aqui ou a caminho. Tenho dois ou três dos Flor Caveira - nem todos são bons. Quanto a Os Golpes, tenho de os ouvir de novo. Parece-me que repescaram um imaginário próximo dos Heróis do Mar. De qualquer modo, vou debruçar-me sobre a cena musical aqui e em Hong Kong. Parece ter interesse.

    ResponderExcluir