terça-feira, 18 de agosto de 2009

18 de Agosto de 2009

18 de Agosto de 2009 (21:00) – Ontem, foi com o mesmo tempo que saí à rua para, por ser segunda-feira, ir beber café ao “Caravela”. Depois voltei a casa para almoçar, enquanto continuava a ver “O Labirinto do Fauno”, realizado por Guilherme del Toro. Foi fácil gostar do imaginário. Era coisa que merecia ser explorada, especialmente ao nível do argumento – diz aqui o ‘entendido’. Situar o fantástico tendo como pano de fundo a Guerra Civil espanhola – um prenúncio da II Guerra Mundial – permitiu tecer comparações entre seres humanos e fantásticos, mas não só. Permitiu observar, nos humanos, a humanidade nos maus, a desumanidade dos bons e a dificuldade que têm em perdoarem.

Seguidamente, viajei um pouco on-line e vi um bocado de um documentário da BBC – são ‘sempre’ os mesmos – intitulado “The Power of Nightmares”, com três episódios de cerca de 55 minutos cada um. É bom, mas muito do que ali dizem já eu ouvi noutros documentários; de qualquer forma, vou ver se o vejo todo, até porque, sendo os pressupostos um pouco diferentes, pode ser que eu chegue a novas conclusões, mas nada que modifique o essencial… Depois da viagem, preparei o jantar e atirei-me à minha sessão de exercício físico. Depois do jantar, cerca das 20h30, fui até à Pin-to – tinha lá ido no Domingo, mas estava fechada – ver que música havia. Comprei 1926 – não sei se é título de obra se designação artística, só há caracteres chineses – e Forever Tarkovsky Club: o primeiro é piano e um ou outro trecho de música concreta – sortido de ruídos vários, vozes inclusive – e o segundo música urbana moderna com uma etiqueta a dizer ‘foul language’ com caracteres chineses em baixo. Se há linguagem obscena, vai-me passar ao lado.

Hoje foi um dia de muita gente no Ou Mun, com muitos portugueses, a contrastar com a rua cheia de chineses: é Agosto e as visitas guiadas aos locais históricos da cidade estão em alta. Antes da segunda ida ao café, tinha andado às voltas, tendo as minhas compras da manhã consistido num agrafador e numa caixa de agrafos. Almocei tarde, em parte porque o contrato só ia ser assinado às 16h00 na casa – por dificuldades de tempo, não o ia ser no escritório. Lá fui até à casa, lá assinei o contrato, lá entreguei as patacas que tinha de entregar e tudo ficou tratado. Nem sequer preciso de me preocupar com questões como a mudança de nome nas contas da água e da luz, pois não é preciso: fica no nome dela e eu cumpro com os pagamentos a partir de hoje. No regresso, comprei um sumo natural de cor roxa de uma fruta cujo nome desconheço, mas de excelente sabor.

Agora vou jantar e seguir vou continuar a passar para computador a peça de teatro “Inimigos”: originalmente “Class Enemies”, foi escrita por Nigel Williams, de nacionalidade inglesa, em 1977 ou 78, à volta da altura do punk. Retrata alunos numa escola suburbana, dominados pela miséria económica e emocional. Para a tal adaptação portuguesa, os Xutos & Pontapés escreveram o “Tu Aí”, tanto quanto sei, uma canção que o baterista Kalú cantava. Foi a Cristina, uma miúda que trabalhou comigo na Projecontrol – fazia unidades de alimentação e estabilizadores de corrente eléctrica essencialmente para computadores – que andava num grupo de teatro que uma readaptação da peça, que me arranjou o texto, do qual fiz fotocópias. O papel está em mau estado e acho que é boa ideia tê-la passada a computador também.

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