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| Angkor Wat |
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| Angkor Wat (interior) |
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| Angkor Wat (interior) |
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| Angkor Wat (interior) |
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| Presidência do Conselho de Ministros, Phnom Penh |
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| Tuol Sleng S-21 |
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| Tuol Sleng S-21 |
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| Tuol Sleng S-21 |
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| Angkor Thom |
9 de Janeiro de 2011 (01:00): Aqui da frente de combate oriental, um bom ano! Esta entrada começou a tomar forma às 23h25 em Koh Samet, uma ilha tailandesa a poucas centenas de quilómetros de Banguecoque.
O fim das aulas foi feito de momentos agradáveis, com os alunos de várias das turmas envolvidos em actividades diversas, como as do desejo de boas festas em cantonês e em português, a produção de cadáveres esquisitos e recitação de poemas, esta última contando com o envolvimento dos meus alunos. Findas as aulas e até ao dia de Natal, tudo girou à volta da preparação do jantar da Consoada e da abertura das prendas, tudo feito em nossa casa com a presença de amigos – quem teve mais trabalho com isto foi a Cátia. Foi bom o convívio, como sempre; aqui não foi diferente.
Houve peripécias várias à volta das prendas de Natal, as quais levaram à troca das inicialmente pensadas por outras. Eu e a Cátia recebemos presentes de que gostámos muito. Gostámos muito dos presentes que recebemos um do outro – eu recebi um iPod Nano, um livro com a s letras do Nick Cave e os três volumes de “O Senhor dos Anéis”, numa bonita edição da Harper Collins. A Paula e o Pedro ofereceram-me outro livro de JRR Tolkien, de nome “A lenda “, o qual foi completado/organizado por Christopher Tolkien, filho do autor. Depois das prendas e de mais dedos de conversa, foi a vez de desejarmos um bom Natal – sobretudo – à família, o que nos levou madrugada fora. acordámos e fomos almoçar ao Iam Cha – sem sentido: não é o nome do restaurante e a designação significa 'tomar chá' – com mais amigos para depois alguns de nós irmos lá a casa para o café. Nós ficámos e para o jantar, contámos com a presença da Bárbara e do Ruca, um casal amigo nosso. Mais uma ocasião para troca de presentes e dois de conversa regada a bebidas várias.
Depois preparámos a mochila para, na manhã seguinte, às 11h10 rumarmos a Banguecoque, a capital da Tailândia. Já cá tinha estado um par de vezes, mas apenas em trânsito. Nem sequer tinha entrado na cidade, pois o aeroporto fica a uns bons quilómetros da dita. À nossa espera no aeroporto estava o Dah, um taxista tailandês que a Cátia conheceu há uns anos. pessoa afável, simples e muito prestável, como teria ocasião de comprovar.
A Tailândia é, ã primeira vista, um país bastante diferente dos seus vizinhos. É mais industrializado e mais desenvolvido – é esse o sinal que nos dão as infra-estruturas rodoviárias. A capital tem cerca de 12 milhões de habitantes e alguns centros comerciais gigantes e arranha-céus e uma rede de transportes aceitável – os autocarros estão, no entanto, a cair de podres. As diferenças praticamente terminam aqui. A qualidade de vida da população tailandesa, apesar de superior à dos seus vizinhos, é baixa. Olhamos para as pessoas e para as ruas e isso é visível: muita sujidade e algum pó. No entanto, há muito movimento e muita vida na 'terra dos sorrisos', que vive sobretudo do turismo. Depois – olho para o tecto do exterior do bungalow onde estamos e vejo lagartixas – de uma infrutífera ida à estação de comboios para indagarmos da possibilidade da ida para o norte do país, deixámos as nossas coisas na pousada Take A Nap e fomos ao Weekend Market ver o que por lá havia. Havia muita coisa, mas apenas eu comprei alguma coisa – uma t-shirt de manga comprida dos Motorhead. Comemos por lá e – já entrei no ano 2011 e, por isso, a memória dos acontecimentos não é das mais claras – depois voltámos para o nosso quarto, onde descansámos um pouco. Voltámos a sair para o jantar no Paragon, um centro comercial enorme a cerca de 3 ou 4 quilómetros, percurso que fizemos a pé por, depois de termos olhado para o mapa, termos pensado que era pouca a distância. Foi curioso passarmos da rua e de quem lá vivia ou andava para aquele centro comercial de luxo – será exagero meu, depois de termos pago perto de 3,5 euros por uma bica? A verdade é que o número de tailandeses presentes na área comercial dimuiu bastante, dominando a presença dos mais abastados da Europa e da Ásia – sobretudo chineses e indianos.
Jantámos, estivemos com uns amigos com quem nos encontrámos e voltámos de táxi, não sem primeiro termos tentado pelos nossos próprios meios – ou será que isso se passou durante a tarde? Não... o taxista é que estava com dificuldades em encontrar o sítio. Não me lembro a que horas acordámos no dia seguinte, mas sei que tivemos de mudar de quarto. Lembro-me agora: fomos ao aeroporto buscar uns amigos. O Hugo, a Luciana e a Andreia foram para Banguecoque, enquanto a Olga e a Sandra forma comigo e com a Cátia para Ayuttayah fazer turismo cultural, guiados pelo Dah. Visitámos o Bang-Pa-In Palace, o Wat Yai Chaya Mongkol – 'Wat'significa templo – e o Parque Histórico de Ayuttayah. Templos – lugares de budas, gigantes e não só, assim como de outras divindades – e palácios luxuriantes do rei presente e dos reis de outrora.. Foi visita que demorou perto de um dia. Também vimos budas decapitados e em processo de restauração.
Foram muitos quilómetros com paisagens e pessoas semelhantes a alguns dos países desta zona do sudeste asiático. Sem esquecer a presença crescente de turistas chineses e indianos. Quando voltámos para Banguecoque, já tinhamos quarto reservados na My House, uma hospedaria perto da Kaosan Road, onde os turistas de mochila às costas são a população dominante. É uma zona densamente povoada por pessoas, como eu naquele momento, às quais se tentam vender livros em segunda mão, cds e dvds pirateados, t-shirts e outras bugigangas. Há também lojas, nas quais a oferta de produtos é semelhante, com excepção de um ou outro artigo. O regateio é a arma habitual, ainda que, às vezes, nem assim se consiga um preço aceitável. Aqueles turistas são, apesar de algumas limmitações, pessoas com poder de compra e a vida do tailandês naquela cidade não é tão miserável se ele for bem sucedido nos seus esforços. É a selva urbana à medida dos doces sonhos dos multimilionários invisíveis, donso de corporações multinacionais. O nosso quarto custou cerca de 350 bat, cerca de 10 euros. Nào tinha uma tomada eléctrica e era velho e pequeno, com uma ventoínnha no tecto. A água pingava do lavatório sempre que o usávamos: cano roto; o asseio andava pelos níveis mínimos.
Levantámo-nos às 06h45 para apanharmos o autocarro que, cerca das 07h30, nos levaria a Koh Samet. Bom, fomos de autocarro parte do percurso, com o restante a ser feito numa carrinha de caixa fechada, pequena para o número de pessoas que levava, num percurso que demorou cerca de meia hora. Chegámos e esperámos cerca de 20 minutos até que, finalmente, pudemos apanhar o barco até Koh Samet. Chegámos e apanhámos um táxi, uma carrinha de caixa aberta, na qual passámos pela aldeia cheia de lojas e apinhada de gente e entrámos no parque natural – entrada pela qual pagámos cerca de 5 euros – cheios de resorts feitos de bungalows, num dos quais ficámos duas noites. A zona da ilha era tranquila, com uma pequena praia a uns metros de onde dormíamos.
A caminho do sítio acabámos por conhecer um iraniano de nome Ali, que viajava sozinho. Estivemos a falar um pouco durante a tarde do primeiro dia e nunca mais o vimos. No dia seguinte, acordámos às 7h20 e, ainda antes do pequeno-almoço, demos um mergulho. Depois da refeição matinal, voltámos para a areia, onde passámos o dia, ora a ler, ora a dar mergulhos. A noite chegou, passou e deu lugar à manhã do terceiro dia, que começou com o pequeno-almoço antes dos últimos mergulhos de água salgada e doce daquele local. Pegámos nas nossas coisas e metemo-nos num táxi – custou 200 bat, cerca e 5 euros: um roubo, mas nada a fazer – que nos levou de volta ao aporto de Koh Samet, onde apanhámos o barco. Feita a travessia, comemos um mau arroz frito com vegetais e regressámos a Banguecoque numa carrinha a gás de nove lugares.
Muita estrada e muitas construções de vário tipo que retratavam bem o grau de riqueza de poucos e a pobreza de muitos. Muitas estradas e auto-estradas, muitas delas levando à capital de um país onde o rei adoentado é tão venerado como um deus – na Tailândia o crime de lesa-majestade não é uma figura de estilo. Os retratos do rei estão em toda a parte – é ver para crer! – e em todo o tipo de situações. Politicamente, ele é o elemento moderador da política local. A impressão com que fico do que sei da situação leva-me a crer que ele é o único 'obstáculo' à guerra civil. Voltando à – pequena – história, chegámos à capital cerca de três horas e meia depois da nossa partida. O Dah foi-nos buscar e levou-os ao Take A Nap. Tínhamos à nossa frente mais três dias naquele local e os níveis de excitação não seriam de molde a prender-nos ali.
Algumas horas depois, ficava resolvido o nosso regresso a Macau ao início da tarde do dia seguinte. E assim aconteceu: fomos para o aeroporto e procedemos às formalidades habituais – desta vez, não tivemos de descalçar o que trazia nos pés! Chegámos a Hong Kong às 20h15 e, uma hora depois graças à condução célere do taxista, apanhámos o jetfoil para Macau às 21h15, onde chegámos uma hora depois. Fomos a casa, deixámos lá a nossa bagagem, pegámos numas passas e numa garrafa de champanhe e fomos até casa da Paula e do Pedro, onde estavam vários outros dos nossos amigos e familiares. Fomos para a frente dos Lagos Nam Vanh e, à meia-noite, ao som e à luz do fogo-de-artifício, comemos as passas formulando desejos, bebemos champanhe e desejámos uns outros um bom ano de 2011, oito horas antes do mesmo acontecer em Portugal. Dali fomos ter com outros amigos ao Grand Lisboa e seguimos para o Club China, onde estavaainda outro grupo de amigos nossos, como os quais estivemos um bocado. Eu estava cheio de fome e, matando dois coelhos de uma cajadada só, fomos à procura de comida e fomos ao MGM – casino, hotel, etc. – ter com outro grupo de amigos. Estivemos lá outro bocado e voltámos ao Club China, onde acabaríamos por terminar a noite, com o Grande Álcool – uma espécie de Cronos: é compara o 'velho deus Whiskey' dos Ena Pá 2000 com Zeus – a fazer sucumbir ao seu poder vários do spresentes.
Fomos para casa, dormimos e umas horas depois não almoçámos em casa: fomos ao Boa Mesa, onde a refeição foi tomada na companhia da Paula, do Pedro, da Lina e do João e da mãe do Pedro, Maria do Carmo. Ficou combinado que iríamos jantar à Petisqueira e cada um foi mais ou menos para seu lado. Pelo meu, foi à procura de vinis em segunda mão, mas o que acabei por comprar foram uns bons CD em segunda mão, a saber: Pere Ubu “Worlds In Collision”, Gruppo Sportivo “Sucker Of The Century”e Tom Waits “Big Time”, este uma edição especial em caixa comprida, e com seis músicas que não cosntavam da edição original. Depois fui para casa e a Cátia também e, passado um bocado, já era hora de partirmos para a Petisqueira, onde, como é hábito, fomos muito bem servidos. Foi grande o pesar de alguns dos presentes saber que já não havia mousse de chocolate ali, coisa afamada. Foi um episódio extraordinário. Depois, andámos um pouco e fomos para casa.
Daí para cá, forma noites bem dormidas, o convívio com os amigos de Macau e o recomeço das aulas. Dentro em breve, haverá exames finais e depois uma pausa para a interrupção lectiva. Por agora é tudo. Até breve.