quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

31 de Dezembro de 2009

31 de Dezembro de 2009 (19:01) - É a última entrada deste ano. Foi um ano importante e os deuses sorriram-me. Não o esqueço, assim como não esqueço quem, mau grado a distância, está sempre próximo. Não esqueço quem sempre esteve presente nos maus momentos. O bom momento é deles também. O relato das aventuras vai continuar, pois elas continuarão a suceder-se. É a vida... e ela vale sempre a pena. Um bom 2010 para todos!

domingo, 6 de dezembro de 2009

7 de Dezembro de 2009

6 de Dezembro de 2009 (01:00) – Faz tempo que não apresento novidades…A vida está a acontecer: lembro-me de um comentário do Rollins aquando de uma visita dele à casa do Lemmy dizendo que ela era a de alguém que vivia a vida e não vivia ocupado com a ideia de viver a vida. Interessante, são dois artistas que respeito muito. Dizê-lo é uma coisa, outra coisa é o corpo a fazê-lo perceber.

A casa lá tem os electrodomésticos básicos mas nunca cá estou muito tempo. Há o trabalho e há tudo o resto – não sobra tempo para estar em casa em modo ‘preguiça’. Agora tenho cerca de 120 testes para corrigir: ser justo dá muito trabalho e perceber se cotamos uma pergunta com mais ou menos meio ponto, leva sempre um minuto ou dois. As contas são fáceis de fazer: é multiplicar pelo número de questões vezes o número de testes. Há muito trabalho para eu fazer e eu atrasei-me por causa dos meus projectos megalómanos – é algo que de vez em quando me sucede. É resultado de um entusiasmo grande um tudo-nada em excesso.

Fora isso, a vida corre bem: “Do you know about laughter?” – ou algo parecido – é o que diz o Robert Plant – Led Zeppelin – no Stairway to Heaven do The Song RemainsThe Same. A citação faz-me sentido porque é mesmo disso que se trata: do riso. Daí o facto de não estar a escrever muito sobre o que ando a fazer: o fazer tem-me ocupado o tempo todo. Isso tem alterado um pouco a perspectiva que tenho de Macau: essencialmente é um lugar bem situado para explorar esta zona do planeta. No fundo uma espécie de Base das Lajes…com uma maior densidade populacional. Não há medida para comparar os níveis de poluição de um e de outro sítio, embora possa dizer que Macau nesse particular estará a meio caminho entre os Açores e Pequim. Qualquer lugar é feito pelas pessoas que lá vivem; para cada um é feito pelas pessoas com quem convive. Não totalmente, mas são elas que vão conseguindo manter à distância os aspectos mais desagradáveis dos sítios. Eu estou cá há seis meses e, por isso, um certo carácter de insularidade ainda não terá mudado a minha visão ao ponto de achas Macau um sítio insalubre. A melhoria das condições de trabalho – e de rede social – relativamente ao que tinha em Portugal permitem um outro bem-estar. Tenho saudades das pessoas e quando voltar a Portugal não deixarei de perceber e sentir o que é que do país me deixa saudoso. Mas isso será o futuro a dizê-lo até ele chegar, todas estas considerações serão pouco mais do que especulações.

As aulas não são só despejar matéria para cima dos alunos – peço desculpa, discentes. Não sou – tenho dificuldade em sê-lo – um professor com grande capacidade de imaginar/ improvisar uma situação engraçada ou até de tirar partido de uma para potenciar o entusiasmo dos alunos pela Língua Portuguesa, mas estou a melhorar. Se nos poucos diálogos que vou tendo com alunos, o humor surge de vez em quando, isso deve ser prova de que há alguma empatia. No IFT isso já aconteceu; com as turmas do IPOR, nem tanto. Nem sempre me lembro disso, mas estou certo que me vou passar a lembrar destes pequenos sucessos. Até logo!!