domingo, 9 de janeiro de 2011

10 de Janeiro de 2010


Angkor Wat
Angkor Wat (interior)

Angkor Wat (interior)

Angkor Wat (interior)
Phnom Penh (noite)





Choeung Ek (interior da stupa)

Presidência do Conselho de Ministros, Phnom Penh

Phnom Bakeng

Ta Prohm

Tuol Sleng S-21

Tuol Sleng S-21

Tuol Sleng S-21
Angkor Thom

9 de Janeiro de 2011 (01:00): Aqui da frente de combate oriental, um bom ano! Esta entrada começou a tomar forma às 23h25 em Koh Samet, uma ilha tailandesa a poucas centenas de quilómetros de Banguecoque.
O fim das aulas foi feito de momentos agradáveis, com os alunos de várias  das turmas envolvidos em actividades diversas, como as do desejo de boas festas em cantonês e em português, a produção de cadáveres esquisitos e recitação de poemas, esta última contando com o envolvimento dos meus alunos. Findas as aulas e até ao dia de Natal, tudo girou à volta da preparação do jantar da Consoada e da abertura das prendas, tudo feito em nossa casa com a presença de amigos – quem teve mais trabalho com isto foi a Cátia. Foi bom o convívio, como sempre; aqui não foi diferente.
Houve peripécias várias à volta das prendas de Natal, as quais levaram à troca das inicialmente pensadas por outras. Eu e a Cátia recebemos presentes de que gostámos muito. Gostámos muito dos presentes que recebemos um do outro – eu recebi um iPod Nano, um livro com a s letras do Nick Cave e os três volumes de “O Senhor dos Anéis”, numa bonita edição da Harper Collins. A Paula e o Pedro ofereceram-me outro livro de JRR Tolkien, de nome “A lenda “, o qual foi completado/organizado por Christopher Tolkien, filho do autor. Depois das prendas e de mais dedos de conversa, foi a vez de desejarmos  um bom Natal – sobretudo – à família, o que nos levou madrugada fora. acordámos e fomos almoçar ao Iam Cha – sem sentido: não é o nome do restaurante e a designação significa 'tomar chá' –  com mais amigos para depois alguns de nós irmos lá a casa para o café. Nós ficámos e para o jantar, contámos com a presença da Bárbara e do Ruca, um casal amigo nosso. Mais uma ocasião para troca de presentes e dois de conversa regada a bebidas várias.
Depois preparámos a mochila para, na manhã seguinte, às 11h10 rumarmos a Banguecoque, a capital da Tailândia. Já cá tinha estado um par de vezes, mas apenas em trânsito. Nem sequer tinha entrado na cidade, pois o aeroporto fica a uns bons quilómetros da dita. À nossa espera no aeroporto estava o Dah, um taxista tailandês que a Cátia conheceu há uns anos. pessoa afável, simples e muito prestável, como teria ocasião de comprovar.
A Tailândia é, ã primeira vista, um país bastante diferente dos seus vizinhos. É mais industrializado e mais desenvolvido – é esse o sinal que nos dão as infra-estruturas rodoviárias. A capital tem cerca de 12 milhões de habitantes e alguns centros comerciais gigantes e arranha-céus e uma rede de transportes aceitável – os autocarros estão, no entanto, a cair de podres. As diferenças praticamente terminam aqui. A qualidade de vida da população tailandesa, apesar de superior à dos seus vizinhos, é baixa. Olhamos para as pessoas e para as ruas e isso é visível: muita sujidade e algum pó. No entanto, há muito movimento e muita vida na 'terra dos sorrisos', que vive sobretudo do turismo. Depois – olho para o tecto do exterior do bungalow onde estamos e vejo lagartixas – de uma infrutífera ida à estação de comboios para indagarmos da possibilidade da ida para o norte do país, deixámos as nossas coisas na pousada Take A Nap e fomos ao Weekend Market ver o que por lá havia. Havia muita coisa, mas apenas eu comprei alguma coisa – uma t-shirt de manga comprida dos Motorhead. Comemos por lá e – já entrei no ano 2011 e, por isso, a memória dos acontecimentos não é das mais claras – depois voltámos para o nosso quarto, onde descansámos um pouco. Voltámos a sair para o jantar no Paragon, um centro comercial enorme a cerca de 3 ou 4 quilómetros, percurso que fizemos a pé por, depois de termos olhado para o mapa, termos pensado que era pouca a distância. Foi curioso passarmos da rua e de quem lá vivia ou andava para aquele centro comercial de luxo – será exagero meu, depois de termos pago perto de 3,5 euros por uma bica? A verdade é que o número de tailandeses presentes na área comercial dimuiu bastante, dominando a presença dos mais abastados da Europa e da Ásia – sobretudo chineses e indianos.
Jantámos, estivemos com uns amigos com quem nos encontrámos e voltámos de táxi, não sem primeiro termos tentado pelos nossos próprios meios – ou será que isso se passou durante a tarde? Não... o taxista é que estava com dificuldades em encontrar o sítio. Não me lembro a que horas acordámos no dia seguinte, mas sei que tivemos de mudar de quarto. Lembro-me agora: fomos ao aeroporto buscar uns amigos. O Hugo, a Luciana e a Andreia foram para Banguecoque, enquanto a Olga e a Sandra forma comigo e com a Cátia para Ayuttayah fazer turismo cultural, guiados pelo Dah. Visitámos o Bang-Pa-In Palace, o Wat Yai Chaya Mongkol – 'Wat'significa templo –  e o Parque Histórico de Ayuttayah. Templos – lugares de budas, gigantes e não só, assim como de outras divindades – e palácios luxuriantes do rei presente e dos reis de outrora.. Foi visita que demorou perto de um dia. Também vimos budas decapitados e em processo de restauração.
Foram muitos quilómetros com paisagens e pessoas semelhantes a alguns dos países desta zona do sudeste asiático. Sem esquecer a presença crescente de turistas chineses e indianos. Quando voltámos para Banguecoque, já tinhamos quarto reservados na My House, uma hospedaria perto da Kaosan Road, onde os turistas de mochila às costas são a população dominante. É uma zona densamente povoada por pessoas, como eu naquele momento, às quais se tentam vender livros em segunda mão, cds e dvds pirateados, t-shirts e outras bugigangas. Há também lojas, nas quais a oferta de produtos é semelhante, com excepção de um ou outro artigo. O regateio é a arma habitual, ainda que, às vezes, nem assim se consiga um preço aceitável. Aqueles turistas são, apesar de algumas limmitações, pessoas com poder de compra e a vida do tailandês naquela cidade não é tão miserável se ele for bem sucedido nos seus esforços. É a selva urbana à medida dos doces sonhos dos multimilionários invisíveis, donso de corporações multinacionais. O nosso quarto custou cerca de 350 bat, cerca de 10 euros. Nào tinha uma tomada eléctrica e era velho e pequeno, com uma ventoínnha no tecto. A água pingava do lavatório sempre que o usávamos: cano roto; o asseio andava pelos níveis mínimos.
Levantámo-nos às 06h45 para apanharmos o autocarro que, cerca das 07h30,  nos levaria a Koh Samet. Bom, fomos de autocarro parte do percurso, com o restante a ser feito numa carrinha de caixa fechada, pequena para o número de pessoas que levava, num percurso que demorou cerca de meia hora. Chegámos e esperámos cerca de 20 minutos até que, finalmente, pudemos apanhar o barco até Koh Samet. Chegámos e apanhámos um táxi, uma carrinha de caixa aberta, na qual passámos pela aldeia cheia de lojas e apinhada de gente e entrámos no parque natural – entrada pela qual pagámos cerca de 5 euros – cheios de  resorts feitos de bungalows, num dos quais ficámos duas noites. A zona da ilha era tranquila, com uma pequena praia a uns metros de onde dormíamos.
A caminho do sítio acabámos por conhecer um iraniano de nome Ali, que viajava sozinho. Estivemos a falar um pouco durante a tarde do primeiro dia e nunca mais o vimos. No dia seguinte, acordámos às 7h20 e, ainda antes do pequeno-almoço, demos um mergulho. Depois da refeição matinal, voltámos para a areia, onde passámos o dia, ora a ler, ora a dar mergulhos. A noite chegou, passou e deu lugar à manhã do terceiro dia, que começou com o pequeno-almoço antes dos últimos mergulhos de água salgada e doce daquele local. Pegámos nas nossas coisas e metemo-nos num táxi – custou 200 bat, cerca e 5 euros: um roubo, mas nada a fazer – que nos levou de volta ao aporto de Koh Samet, onde apanhámos o barco. Feita a travessia, comemos um mau arroz frito com vegetais e regressámos a Banguecoque numa carrinha a gás de nove lugares.
Muita estrada e muitas construções de vário tipo que retratavam bem o grau de riqueza de poucos e a pobreza de muitos. Muitas estradas e auto-estradas, muitas delas levando à capital de um país onde o rei adoentado é tão venerado como um deus – na Tailândia o crime de lesa-majestade não é uma figura de estilo. Os retratos do rei estão em toda a parte – é ver para crer! – e em todo o tipo de situações. Politicamente, ele é o elemento moderador da política local.  A impressão com que fico do que sei da situação leva-me a crer que ele é o único 'obstáculo' à guerra civil. Voltando à – pequena – história, chegámos à capital cerca de três  horas e meia depois da nossa partida. O Dah foi-nos buscar e levou-os ao Take A Nap. Tínhamos à nossa frente mais três dias naquele local e os níveis de excitação não seriam de molde a prender-nos ali.
Algumas horas depois, ficava resolvido o nosso regresso a Macau ao início da tarde do dia seguinte. E assim aconteceu: fomos para o aeroporto e procedemos às formalidades habituais – desta vez, não tivemos de descalçar o que trazia nos pés! Chegámos a Hong Kong às 20h15 e, uma hora depois graças à condução célere do taxista, apanhámos o jetfoil para Macau às 21h15, onde chegámos uma hora depois. Fomos a casa, deixámos lá a nossa bagagem, pegámos numas passas e numa garrafa de champanhe e fomos até casa da Paula e do Pedro, onde estavam vários outros dos nossos amigos e familiares. Fomos para a frente dos Lagos Nam Vanh e, à meia-noite, ao som e à luz do fogo-de-artifício, comemos as passas formulando desejos, bebemos champanhe e desejámos uns outros um bom ano de 2011, oito horas antes do mesmo acontecer em Portugal. Dali fomos ter com outros amigos ao Grand Lisboa e seguimos para o Club China, onde estavaainda outro grupo de amigos nossos, como os quais estivemos um bocado. Eu estava cheio de fome e, matando dois coelhos de  uma cajadada só, fomos à procura de comida e fomos ao MGM – casino, hotel, etc. – ter com outro grupo de amigos. Estivemos lá outro bocado e voltámos ao Club China, onde acabaríamos por terminar a noite, com o Grande Álcool – uma espécie de Cronos: é compara o 'velho deus Whiskey' dos Ena Pá 2000 com Zeus – a fazer sucumbir ao seu poder vários do spresentes.
Fomos para casa, dormimos e umas horas depois não almoçámos em casa: fomos ao Boa Mesa, onde a refeição foi tomada na companhia da Paula, do Pedro, da Lina e do João e da mãe do Pedro, Maria do Carmo. Ficou combinado que iríamos jantar à Petisqueira e cada um foi mais ou menos para seu lado. Pelo meu, foi à procura de vinis em segunda mão, mas o que acabei por comprar foram uns bons CD em segunda mão, a saber: Pere Ubu “Worlds In Collision”, Gruppo Sportivo “Sucker Of The Century”e Tom Waits “Big Time”, este uma edição especial em caixa comprida, e com seis músicas que não cosntavam da edição original. Depois fui para casa e a Cátia também e, passado um bocado, já era hora de partirmos para a Petisqueira, onde, como é hábito, fomos muito bem servidos. Foi grande o pesar de alguns dos presentes saber que já não havia mousse de chocolate ali, coisa afamada. Foi um episódio extraordinário. Depois, andámos um pouco e fomos para casa.
Daí para cá, forma noites bem dormidas, o convívio com os amigos de Macau e o recomeço das aulas. Dentro em breve, haverá exames finais e depois uma pausa para a interrupção lectiva. Por agora é tudo. Até breve.

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