29 de Agosto de 2009 (16:38) – John Pilger, jornalista australiano, é um tipo muito interessante. Um amigo já me tinha falado dele, mas como sou um bocado destravado da cabeça, o nome passou-me e agora venho a ‘descobri-lo’. O costume... Bom, ele em 1993 foi a Timor-Leste dar conta das atrocidades perpetradas pela Indonésia governada pelo presidente Suharto e descobriu que elas eram levadas a cabo com a colaboração dos EUA, Grã-Bretanha e Austrália – faz pensar: é difícil pensar que o governo português não sabia. Pertencendo à NATO e sendo aliado dos atrás citados, só tinha era de estar calado. Já fez umas dezenas de documentários e/ou filmes e já publicou livros. A quantidade de trabalho produzido prova que é possível fazer muito com as condições mínimas: ele não faz tudo sozinho, mas é o motor… e ele ainda faz conferências e não apenas aquando de lançamento das suas obras. Estado do mundo? Basta ver e ouvir o vídeo “Freedom Next Time”, datado pelo menos de 2007. Ainda Barack Obama não era presidente dos EUA. A morada é http://pilger.carlton.com.
Ontem à noite, aproveitando o movimento de rotação do planeta, fui levar a mala com roupa para a casa – só faltam aqui meia dúzia de coisas sem grande peso. Claro que cheguei à casa a suar abundantemente, mas isso aqui é bandeira verde na praia a dizer que podemos ir à água. Depois passei pela loja do iraniano e trouxe dois falafel para o jantar – ainda hoje não sei o nome daquilo, mas já sei que ‘Halal’ é ‘aquilo que é permitido’, comida ou outra coisa qualquer; o ‘não permitido’ é ‘Haram’. É um sítio simpático porque as pessoas que lá trabalham também o são. O espaço em si é muito simples e é constituído por uma parte de balcão/ cozinha – à esquerda quando se entra – e tem ao comprimento uma tábua com a largura suficiente para pôr um prato do lado direito quando se entra. Do lado esquerdo, além de uma máquina de frio com bebidas – a minha memória visual diz-me que é um frigorífico –, o resto do espaço público é uma espécie de sala de jantar para os familiares – da família ou não – e que é constituída por uma mesa rectangular, de um dos lados um par de bancos e do outro um maple de napa, encostado à parede e de frente para a entrada. No maple estava um velhote jovial com uns grandes óculos de massa e de costas para a porta estava um outro um pouco mais novo, salvo erro um dos donos. Quando – eram 21h00 – fui deixar a mala à casa, o velhote dos óculos deu-me um panfleto com o qual me tentava ‘chamar’ para entrar no estabelecimento. Ele terá visto a mala de viagem e foi dizendo que ficaria para outra altura. Eu disse-lhe que ia voltar e levar qualquer coisa – antes de sair, já tinha decidido que seria esse o meu jantar. Lá voltei e lá trouxe os falafel. Fui sempre – quase familiarmente – saudado, quer à entrada quer à saída.
É bom encontrar algum calor humano quando não se está à espera...Só falta conheceres o resto da vizinhança...
ResponderExcluirUm abraço.
De facto, foi uma sensação boa. Agora vou morar para outro sítio, embora vá vir muito regularmente a esta vizinhança. No iraniano tenho sempre a sensação de que há boa onda no ar. Abraço.
ResponderExcluirRecebeste o meu postal de Amesterdão?
ResponderExcluirOlá. Ainda não, mas o postal demora cerca de 10 dias a chegar aqui. Espero que tudo esteja bem. Beijo.
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