segunda-feira, 7 de setembro de 2009

8 de Setembro de 2009

7 de Setembro de 2009 (23:16) – Esta entrada diz respeito a acontecimentos do dia 6. Gracias.
6 de Setembro de 2009 – “É segunda-feira/ Dia de aulas…” diz a voz da cantilena na minha cabeça. Estou menos nervoso porque, pelo menos para o Português I, estou familiarizado com a forma como tenho de dar a matéria. Falta preparar o Português VI no IPOR, que nunca dei. Depois há o problema da gestão da aula e da matéria, para o qual ainda não tenho a experiência necessária para dar de forma adequada – eu não sei bem qual a medida do ‘adequado’, mas ponho-me a pensar que não é a minha. Amanhã talvez saiba mais sobre o assunto.
Ontem a noite começou às 20h00, com o – de lotação esgotada, como seria de esperar – concerto da Mariza no CCM – Centro Cultural de Macau – e, além de ter gostado de o ouvir, gostei também de o ver. Foi uma experiência interessante a vários níveis; a forma como o espectáculo decorreu está feita para conquistar sem apelo nem agravo. Aquilo é uma máquina demolidora: o alinhamento, os solos, a apresentação dos temas, os diálogos com o público, os momentos de intimismo, o episódio do regresso às raízes no encore e a apoteose final são, para mim, prova disso. Sem que o gozo e a emoção de estar no palco sejam minimamente falsas, mas há momentos que são maximizados para melhor agarrar o público. Ali o rigor é palavra de ordem. Falar da excelência vocal da Mariza é um truísmo: com ela, a voz é m instrumento que ela domina e que responde sempre, sejam quais forem as ordens que lhe sejam dadas. Mas ela é apenas a primeira entre iguais: os outros músicos – instrumentistas ‘acústicos’ – são também da mesma cepa e são essenciais para o sucesso do concerto. O baixista pertencia à banda presente em programas do Herman José. Para mim, ele é o ‘maestro’ da banda que acompanha a Mariza, pois, para além de elemento da secção rítmica, era ele também quem marcava, com a sua acção, os arranjos dos temas em palco – é o elemento mais velho e tem larguíssima experiência. Qualquer dos outros guitarristas – guitarra portuguesa e viola – também são excelentes executantes, mas o meu outro destaque vai para o percussionista/ baterista, um monstro rítmico que fez um solo impressionante, embora eu tivesse gostado mais da sua acção enquanto elemento do conjunto. O diálogo de Mariza como público foi frequente e feito de uma forma familiar e natural, algo que ajudou a ‘encolher’ a sala. Para acabar, destaco o agradecimento – e as palmas por ela pedida – aos técnicos dos diversos saberes, aqueles que, como ela referiu “são os primeiros a chegarem e os últimos a saírem”: são esquecidos quando tudo corre bem e, por vezes, fáceis bodes expiatórios quando não correm. 
Depois disso veio o jantar e vieram as conversas e, por fim, o regresso a casa, o repouso precedido do jogo de futebol Dinamarca – Portugal, que não vi até ao fim. Hoje o dia começou tarde e só saí para os cafés perto da uma da tarde. O resto do tempo foi passado em compras de artigos para a casa, o almoço, a preparação do jantar e o jantar. Amanhã vêm cá instalar a Net em casa. Até depois.

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