domingo, 20 de setembro de 2009

20 de Setembro de 2009

20 de Setembro de 2009 (22:00): Na segunda-feira, as janelas estavam a tremer e eu estava a olhar para o monte da Guia, as flores em jarras de plástico da vizinha completamente deitadas. Na TDM surgiu um ‘Especial Tufão’ a dizer que os ventos, os quais às 5 da manhã estariam a 100 Km de Macau, estavam naquele momento a soprar a 75 km/ hora – no ‘olho do tufão’ sopravam a 120 Km/ hora. As aulas tinham sido interrompidas às 19h30, pois às 20h30 o sinal de tufão 8 ia ser ‘hasteado’ – os níveis de intensidade são 1, 3, 8 e 9; não tenho a certeza de que haja 10. De qualquer modo, a partir do nível 8 as pessoas são mandadas para casa pelas autoridades, via comunicação social, e é impossível não reparar – quer dizer, aparentemente eu consigo não me aperceber. Na BBC World News o Bin Laden tinha voltado e voltado a dizer que o presidente Obama não tinha poder e alguns dos autores do atentado falhado deste 9 ou 10 Setembro em Inglaterra foram condenados a prisão perpétua – o tribunal ordenou a prisão efectiva de pelo menos 40 anos. Foi uma condenação bastante célere e sem grande alarido mediático, o que me causa estranheza, pois parece-me improvável que pudessem perder uma oportunidade para falar dos perigos do terrorismo e do como eles espreitam cada esquina e de como os pesadelos têm medo deles. As aulas tinham começado e, apesar do nervosismo prévio de sempre, tinham corrido bem. No exterior, a chuva tinha-se juntado ao vento e um carro dos bombeiros tinha aparecido para uma missão qualquer. Em Hollywood Este – penso que não ‘válido’ para o resto do mundo – o dia 10 de Setembro foi declarado Dia de Ozzy Osbourne. O Ozzy vai editar uma autobiografia em Outubro.
As semanas de trabalho não têm muita coisa a preenchê-las a não ser o trabalho e a preocupação do bom desempenho do mesmo. Também há o andar de cima em obras com os berbequins e maços a entrarem em acção pouco depois das 9 da manhã. São os dias que começam cedo e acabam tarde e muito trabalho para as aulas – ao computador – que, em parte, conto que acabe depressa. Ontem houve o almoço do IPOR, que faz 20 anos de existência. Há ali três pessoas – nenhuma delas professor ou professora – que trabalham desde que a instituição existe. Como disse um colega meu, seria bonito que tantos anos de serviço fossem recompensados com um aumento – permanente, claro – do período de férias. O almoço foi bastante agradável, mas cerca das 15h00 acabou e fui até ao Ou Mún, onde acabaria por ficar combinado, por iniciativa da Cátia, um sushi no casino City of Dreams, uma forma de ‘despedida’ do trabalho do irmão da Cátia – o David. Estaríamos na paragem do Leal Senado às 20h00. Depois de sair do Ou Mún, fui comprar um jogo de toalhas e fui até casa adiantar trabalho. Cheguei 5 minutos atrasados e acabámos por apanhar um táxi. Era um buffet sem limitações à comida, a 108 patacas por pessoas – um pouco menos de 10 euros. A comida não estava má e repeti. Acabado a refeição, fui/ fomos ver o espectáculo 3-D com quedas de água que faziam desenhos. A história gira – também – à volta da luta de dragões contra um peixe pequeno que é o Imperador de Jade, o qual, perto do fim, se transforma num dragão maior do que os outros todos. Estou a contar a história de uma forma muito imperfeita, mas foi um espectáculo agradável de ver e que estava bem feito. Depois voltámos para a cidade e fomos até casa da Paula e do Pedro onde, entre outras coisas, vimos um bocado do “Em busca do Cálice Sagrado” dos Monty Python. Passado um bocado, eu e a Cátia saímos e eu, chegado à minha casa, ainda estive a acabar trabalho.
Hoje acordei tarde e, depois dos cafés no Ou Mún, fiz compras e voltei para casa e trabalhei mais um pouco. Voltei a sair e fui fazer ‘compras grandes’ – que serão entregues na quarta-feira. Chegado a casa, fui fazer exercício e depois fui jantar. Esta próxima semana vai ter como dias duros terças e quintas-feiras. Tudo correrá bem.

3 comentários:

  1. Xoné! Estou um fã das tuas aventuras em Macau. Hoje faço anos e pela primeira vez não vais estar cá. Pena, pena... mas sei que vai acender uns incensos, rebentar umas bombinhas e assim. Cuidado com os dedinhos.
    Quero duas prendas:
    O "Tai Pan" do James clavell em Cantonês, de preferência, porque Mandarim é nome de pudim o que não inspira confiança. Mas se não houver outra hipotese... que seja em Mandarim. Uma boa tradução tradução, claro está.
    E
    quero também
    Aquele livrinho pequenino de boas maneira que o Mao escreveu. Na lingua mãe.
    Muitas saudades, tenho mesmo muita pena de não estares cá. Abraço.
    António

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  2. http://www.youtube.com/watch?v=qeRbuf2HSi8

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  3. Boas. É mesmo a primeira vez que não estou aí e é claro que gostaria de aí estar. Vou tratar do que me pedes e depois dou-te notícias. Também muitas saudades. Abraço.

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