domingo, 21 de março de 2010

21 de Março de 2010


21 de Março de 2010 – segunda parte (15:00)No dia seguinte, acordámos e, antes de termos mudado de quarto – do 103 para o 202 – fomos tomar o pequeno-almoço. estávamos num espaço aberto de algumas árvores, com adeiras e mesas de madeiras a fazerem, do lado oposto da estrada, de esplanada da hospedaria, com vista sobre o rio Mekong. É difícil de descrever o prazer e o agrado que sentíamos em estar ali. O pequeno-almoço, de 30000 kips – 30 patacas, dois euros e meio – tinha – teve sempre – como constantes a taça de frutas – banana, papaia, manga, ananás, melancia ou maçã – e um sumo natural de frutas várias. O saboros e suave café do Laos, ao qual podíamos adicionar leite condensado, podia ser substituído por chá. Para comer, os diferentes combinados combinavam as baguetes com ovos estrelados, omoletes, bacon e fiambre. Havia combinados com sandes de vegetais, carne de porco ou atum.
O primeiro dia foi passado a comer e a passear..  enfim, algo de comum ao resto dos dias. Mas esse foi marcado pela obtenção, numa agencia de viagens a troco de 140 dólares por pessoa, de um voo de Luang Prabang para... Hanói. Aquela viagem de autocarro foi de uma irrepetibilidade que quisemos que fosse permanente. Depois, eu o Rogério e a Sandra subimos, a troco de 20.000 kips, ao monte Phu Si, de oonde se podia ver toda a cidade eonde também havia alguns templos budistas – aqui não vi estátua do Buda que não fosse dourada ou cuja expressão não fosse fascinante e enigmática. A subida do monte nada teve de especial, contrariamente à descida, com muitas fotografias tiradas a Budas de tamanhos vários sentados, deitados e de pé, ao ar livre ou em cavernas.
Ao exercício, sucedeu-se o almoço, tendo nós os quatro andado às voltas – às compras ou a beber café – até cerca das 16h30, quando fomos fazer a viagem de barco, arranjada numa das muitas agencia que por ali havia, de duas horas com o único objectivo de vermos o por-de-sol no Mekong no rio Mekong. Foram duas horas muito bem passados e o por-de-sol era muito bonito. Éramos nós os quatro mais o condutor numa espécie de barco estreito observando a vida à beira-rio e até parámos numm banco de areia para uns banhos e fotografias com uns miúdos curiosos que por lá apareceram. Era noite quando acabámos o passeio. Depois decidimo-nos por uma ida – a primeira de três – ao mercado nocturno fazer compras. É difícil escolher coisas, de que de facto precisamos, de entre tanto artesanato produzido industrialmente. Nessa noite, comprámos umas sandes gigantes com recheio variável, a um preço simpático, a uma senhora à qual voltaríamos mais duas vezes.
O dia seguinte, terça-feira, foi um e acordar cedo par irmos fazer um trekking, que incluiu passar por uma aldeia da, salvo erro, tribo Hmong e que depois de uma caminhada de cerca de duas horas, nos levaria à queda de água de, se não me engano, Kuang Si. Estava quente, o sol era forte e o ar estava seco. A caminhada soube-nos bem: muitas árvores com alguma humidade por elas causada, além dos trilhos nos quais era preciso caminhar – sobretudo a descer – com algum cuidado. Chegámos ao sítio onde a queda de água terminava o seu maior percurso e dava lugar a outras bem mais pequenas, entre elas havendo alguns sítios onde era possível nadarmos – sempre com cuidado, pois o fundo era bastante irregular. Naturalmente, tomámos banho. Depois dos mergulhos, almoçámos e seguimos caminho até à saída, não sem antes vermos ursos pretos do Laos enjaulados a brincarem – estão próximos da extinção. Ainda esperámos um pouco pela carrinha que nos tinha levado, mas 15 minutos depois lá apareceu. O resto do dia foi passado a andar por Luang Prabang e, ao anoitecer, tomarmos o caminho do mercado e da banca das sandes. Antes de nos irmos deitar, sentámo-nos os quatro a conversar na mesma mesa onde havíamos tomado o pequeno-almoço – nunca a veríamos ocupada por ninguém a não ser por nós.
Na quarta-feira, levantámo-nos à mesma hora e, tomado o pequeno-aloço, eu e a Cátia esperámos um pouco a té uma carrinha com pelo menos 20 anos de idade apanhar-nos para o nosso passeio de kayak. Até chegarmos ao local da partida, demorámos cerca de 45 minutos, pois foi preciso ir buscar as embarcações para nós e para o guia. Lá chegámos e pusemo-nos na água para o que viria a ser umja viagem de um pouco mais de três horas, paragem breve  para o almoço – de arroz, como no dia anterior – incluído. Foi uma viagem cansativa, mas bonita. Navegávamos no meio de um rio tranquilo muito visitado, muito usado pela população laociana. É um local onde o rio corata a terra feita de árvores e elevações de altura variável. É-me difícil de descrever. O percuros foi encurtado devido ao nosso cansaço e acabei por cair ao rio... no momento em que estava na margem a sair do kayak. Enquanto os kayak estavam a ser carregados, havia uns franceses que queriam fazer negocio com os guias: eles iam de kayak até Luang Prabang e os guias levam-lhes as bicicletas. O negocio não foi por diante,, pois o casal francês, tanto quanto me lembro, propuseram-lhes um preço muito baixo... demasiado baixo. Lá fizemos o caminho de volta e, quando chegámos à hospedaria, eu fui para a esplanada escrever – ou se calhar foi no dia anterior e nesse dia sentámo-nos na esplanada a conversarmos os quatro até chegar a hora do jantar e irmos fazer um percurso semelhante ao da noite anterior. O fim da noite era na esplanada à conversa até às duas ou três da manhã.
Na quinta-feira de manhã, depois do pequeno-almoço, não me lembro do que fizemos ou a que sítio fomos – acho que ficámo-nos pelas imediações da hospedaria. seja como for, a Sandra e o Rogério partiram e eu e a Cátia, depois de almoçarmos, alugámos um par de bicicletas e fomos dar um mergulho no, salvo erro, Nam Khan, um dos rios que vai dar ao Mekong. Depois de termos pago 22.500 kips, atravessámos a ponte de bambu por cima do rio. Lá estivemos a nadar e a deixar-nos levar pela corrente numa zona de rápidos – havia umas miudinhas a fazerem-no e nós imitámo-las – em que a água ficava abaixo do joelho. A noite começava a sentir-se. Saímos do banco de areia onde tínhamos estado e ainda estivemos a nadar um pouco mais numa zona de água quieta e observámos uns putos a tentarem fazer com que os papagaios voassem – só um dos miúdos é que o conseguiu fazer com sucesso. Fizemos o caminho de volta no, se não me engano, Sikhunmeuang , templo budista onde assistimos às orações, cantadas pelos monges. Foi um momento intenso, gostei muito. Depois, já noite, fomos até uma outra esplanada a um quilometro de onde estávamos hospedados e, com vista – outra – para o Mekong, bebemos uma cerveja e conversámos. No regresso, começou a chover. Fomos jantar e acabámos por nos deitarmos não muito tarde.
No dia seguinte, às 9 horas, preparámos as nossas coisas e saímos da hospedaria pouco depois do meio-dia. Almoçámos e, por 40.000 kips, um tuk tuk levou-nos até ao aeroporto, um edifício pequeno. Fizemos o scanning da bagagem enquanto entrávamos. Quatro metros depois, verificaram-nos os passaportes; outros tantos depois, fizemos o check-in – se calhar foi ao contrario... – e andámos dez metros até à sala de espera de – quê? – 100 metros quadrados e esperámos uma hora para apanharmos um bimotor da Air Laos onde, no percurso de 40 minutos até Hanói, nos foi servida uma refeição – não me desagradou. Aterrámos e apanhámos um táxi de 9 lugares que deixava as pessoas em vários lugares. Pagámos cerca de 8 dólares e, depois de umas voltas em que acabámos os únicos dentro do táxi, lá achámos uma hospedaria, onde dormimos num quarto limpo por 17 dólares. O episódio do táxi não me pareceu invulgar, pois aqui parece funcionar a lógica do que é mais prático, ainda que o cliente possa ser um tudo nada ‘prejudicado’.
O que restava desse dia foi passado a passear, a jantar e a ver televisão antes de acordarmos no dia seguinte para a nossa partida de Hanói, não sem antes termos feito umas compras. Fomos para o aeroporto num táxi com taxímetro e acabámos por pagar 16 dólares. Esperámos uma hora, durante a qual pudemos, perplexos, assistir a uma – invulgar – cena de pugilato à entrada do aeroporto, com meia dúzia de policias atentarem controlar um dos homens da disputa. Hora e meia depois da partida, o avião aterraria em Macau. Na memoria, ficaram as pessoas do Laos e do Vietname – simpáticas, tal como as do Cambodia – e as montanhas, motos, barcos e rios. No coração... é fácil de adivinhar.

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