quinta-feira, 12 de novembro de 2009

12 de Novembro de 2009

12 de Novembro de 2009 (01:00) – Vulcões na Amadora? Pois é, o Rogério mostrou-me uma fotografia de um vulcão legendada “Amadora, Portugal”. É a prova do quanto desconhecemos o nosso país. A quarta-feira da semana passada foi um dia sem grandes sobressaltos, mas pouco produtivo. Quinta-feira o dia começou, como habitualmente no IFT. Antes das aulas da noite ainda houve uma reunião, que teve como objectivo a apresentação da nova coordenadora de língua portuguesa no IPOR. Depois lá vieram as aulas: não correram mal. Infelizmente, eles são fracos. Eles têm dificuldades em escrever mesmo perguntas simples. Faltam mais três até ao teste que ainda. Vou ver quantos exercícios consigo fazer que eles façam. Vai ser outro momento de avaliação. Quando saia da aula, uma das senhoras de limpeza estava a cantar uma canção qualquer. A reverberação da sala estava a aumentar a tristeza ou da própria canção ou da interpretação da senhora. Já houve outros ‘momentos musicais’ tão evocadores quanto estes, tais como de alguém a treinar saxofone às 11 da manhã de um sábado – ia eu a caminho do Ou Mún para os cafés – ou até quando nesse dia, passei por uma escola no Tap Seac e havia vários instrumentos a serem tocados – devia estar a decorrer uma aula.

Na sexta-feira, na pude acordar muito tarde porque tive de ir repor a segunda das duas aulas em falta no IFT. Correu bem; tenho de levar mais exercícios para eles treinarem o Presente do Indicativo e Pretérito Perfeito e os graus comparativos dos adjectivos. Já tenho mais trabalho; como não tinha mais nada que fazer… Antes das aulas, continuei com a preparação de materiais e depois vieram as aulas com uma revisão dos adjectivos e uma breve descrição dos animais. Findas as aulas, eu, a Cátia, a Paula e o Pedro fomos conversar e jantar ao Boa Mesa. Às 23h00 foi cada uma para seu canto.

Sábado foi feito das idas ao Ou Mún para cafés, uma ida à Pin-to – as compras consistiram em mais um CD dos Carsick Cars e o “Halo” dos Current 93 – e uma ida à YSIS para constatar que muito provavelmente terei de mandar vir de Hong Kong o “World Painted Blood” dos Slayer – o vizinho de cima ainda não terminou as obras. À noite, eu, a Paula e o Pedro fomos, pela primeira vez, ao Aruna’s Maharaya Indian Restaurant, um restaurante ao lado do restaurante mexicano onde já todos fomos muitas vezes. De cada vez que lá íamos, dizíamos que um dia viríamos ao indiano e, de facto, esse dia acabou por chegou. Estivemos no indiano um bocado e depois fomos ao restaurante onde trabalha o David – irmão da Cátia – para comermos uma mousse de chocolate, uma das especialidades da casa. A noite terminou com o visionamento de um filme de ficção – neste momento o nome escapa-me – que parte da história das rádios-piratas inglesas nos anos 60. Faz relembrar o que podia ser – há algum tempo que já não é – verdadeira paixão pela rádio; a verdadeira paixão pela música que os radialistas passavam e o inconformismo de sorriso na cara contra os poderes instituídos. As coisas mudaram muitíssimo daí para cá: hoje são instrumentos ao serviço da visão dos poderes instituídos – genialmente disfarçados?

Domingo foi dia de jantar no tailandês e de segunda até hoje quase tudo girou à volta das aulas, à excepção do jantar na quarta-feira com a Cátia e de uma longa e boa conversa com a Cátia. Para a semana que vem, começam os testes e ainda mais trabalho. Uma interrupção lectiva mais prolongada vinha mesmo a calhar, mas isso é coisa que vai ter de esperar até Dezembro. A vida vai correndo com notícias de teor diverso. O remate é antigo: problemas/ questões para as quais o único remédio é a resposta – solução. Voltei a escrever notícias políticas: uma recolha de coisas dadas no Democracy Now! e de outras fontes. Está tudo no endereço: aartedetersemprerazao.blogspot.com. Até depois.

4 comentários:

  1. E o nome do filme é........(rufo de tambor)...."The Boat that Rocked", com o Philip Seymour Hoffman.
    Ganhei um óscar?...

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  2. As palavras do teu e-mail foram aquele abraço apertado que precisava...

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  3. Adivinhar algo só dará direito a prémio se houver concurso. Fora isso... parabéns! Obrigado. Escapava-me o nome. Espero que tudo esteja a correr bem. Abraço.

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  4. Obrigado. Que os dias te sejam cada vez mais leves. Respondo com mais tempo. Força! Beijo.

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